Condomínio pequeno em Juiz de Fora: como usar o prazo até maio de 2027
Condomínios com menos de 50 unidades têm até maio de 2027 para se adequar à Lei do Programa Lixo Zero. Veja como organizar a separação com pouco espaço, sem zelador e com síndico voluntário.
Escrito por
Maria Eduarda Caçador Branco
5 min de leitura
Pense em um condomínio de 20 apartamentos em Juiz de Fora. Não tem zelador, o abrigo de resíduos é apertado, e o síndico é um morador que cuida disso depois do trabalho. Como fazer a coleta seletiva funcionar em um lugar assim?
Pela Lei do Programa Lixo Zero de Juiz de Fora, condomínios com menos de 50 unidades têm até maio de 2027 para se adequar. As exigências são as mesmas dos maiores: separar recicláveis secos e rejeitos, ter coletores identificados e expor o material no horário da rota. A boa notícia é que, em um condomínio pequeno, dá para resolver isso com pouca estrutura, desde que a rotina seja simples e tenha um responsável.
O que muda em relação aos condomínios maiores?
Em termos de regra, muda apenas o prazo. Na vida real, a diferença é grande. Um condomínio pequeno costuma ter menos gente para ajudar e menos espaço, mas também tem vantagens: menos resíduos para administrar, menos coletores para comprar e moradores que se conhecem.
| Situação comum | Uma saída possível |
|---|---|
| Não há zelador | Escala entre moradores ou combinação com a empresa que faz a limpeza |
| O abrigo é pequeno | Dois coletores bem dimensionados, sem subdividir materiais |
| O síndico é voluntário | Decisões simples, registradas uma vez, em vez de cobranças toda semana |
| A rota passa em horário difícil | Definir quem pode expor o material nas duas horas anteriores à coleta |
Se o seu condomínio tem 50 unidades ou mais, o prazo é outro, e vale ler o que muda em novembro de 2026.
Quem leva os resíduos para a calçada quando não há zelador?
Esta costuma ser a questão mais difícil, e vale defini-la antes de comprar qualquer coletor. O material só pode ir para a calçada com até duas horas de antecedência da coleta, então não adianta deixar para a noite anterior. Consulte a rota do endereço no portal do Demlurb ou pelo Alô Demlurb, no (32) 3029-7600, e veja o que é viável.
Em condomínios sem funcionários, as saídas mais comuns são uma escala entre moradores ou a inclusão da tarefa no contrato da empresa de limpeza. Se escolher a escala, deixe a lista à vista, com os dias e os nomes, e combine o que acontece quando alguém viaja. Se a coleta passa em horário ruim, leve essa dificuldade à assembleia antes de fechar a regra.
Como organizar o abrigo com pouco espaço?
A lei pede duas frações. Em um espaço pequeno, isso ajuda bastante: um coletor para recicláveis secos e outro para rejeitos, lado a lado, com identificação grande. Não há obrigação de ter um coletor para cada material.
Antes de comprar, faça três medições: o que sai do condomínio em uma semana, a largura da porta do abrigo e o caminho até a calçada. Os coletores precisam ser plásticos na hora da exposição e passar com folga por onde vão circular, cheios. Como os recicláveis costumam ocupar bastante volume, amassar caixas e garrafas pode fazer diferença em um abrigo apertado. Mais orientações estão no artigo sobre coletores para coleta seletiva.
Um calendário possível até maio de 2027
Não é preciso resolver tudo em um fim de semana. Dividida em etapas, a adequação cabe na rotina de um síndico voluntário:
| Quando | O que fazer |
|---|---|
| Novembro e dezembro | Consultar a rota, medir o que sai por semana e fazer as medidas do abrigo |
| Janeiro | Pedir orçamentos e preparar a proposta para os moradores |
| Fevereiro | Levar o assunto à assembleia e definir a escala ou o responsável |
| Março | Comprar e identificar os coletores e avisar os moradores |
| Abril | Testar a rotina e corrigir os erros mais frequentes |
| Maio | Chegar ao prazo com a separação funcionando e as decisões em ata |
Sugestão de organização. As datas podem ser adiantadas conforme a realidade do condomínio.
Como convencer os moradores sem virar a pessoa chata do grupo?
Em um condomínio pequeno, todo mundo sabe quem é o síndico, e a cobrança pode ficar pessoal. Por isso, deixe que a regra fale por você: explique que a separação é uma exigência da lei municipal, mostre o que vai em cada coletor e apresente a rotina como uma decisão do condomínio, tomada em assembleia.
Uma boa identificação faz boa parte do trabalho, porque responde à dúvida na hora em que ela aparece. Inclua os itens que costumam confundir: resto de comida vai com os rejeitos, e pilhas, lâmpadas e eletrônicos não entram em nenhuma das duas frações. Para os eletrônicos, uma opção é o Lixo Zero na Minha Praça, ação itinerante da prefeitura. Quem tiver recicláveis fora do dia da rota também pode levá-los à Estação Lixo Zero, na Praça Prefeito Tarcísio Delgado.
Quando surgir um erro no coletor, trate como dúvida e reforce a orientação para todos, sem expor ninguém no grupo. Para organizar a conversa da assembleia, veja o que o síndico precisa resolver.
Perguntas frequentes sobre condomínios pequenos
Condomínio com menos de 50 unidades precisa de coletores identificados?
Sim. A obrigação é a mesma dos maiores, e o prazo é maio de 2027 (Lei 15.100/2025, arts. 5º e 8º).
Um condomínio pequeno precisa de PGRS?
O condomínio residencial, em regra, não precisa. O plano é exigido de condomínios não residenciais ou mistos quando assumem o gerenciamento dos resíduos das unidades ou passam de 200 litros ou 100 quilos por dia (Decreto 17.804/2026).
Onde tiro dúvidas gratuitamente?
A prefeitura oferece o Diskomplique o Lixo Zero, pelo WhatsApp (32) 98466-4842, e o Alô Demlurb, pelo telefone (32) 3029-7600.
Por onde começar neste mês
Faça só duas coisas: descubra o dia e o horário da coleta seletiva e observe por uma semana quanto de resíduos sai do condomínio. Com isso, a conversa sobre coletores e responsáveis já começa com informação real.
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